Fernando A Freire

Amar a dois sobre todas as coisas

Textos

RATOS QUEREM ROER O "T" DO PT

 

 

     Ratos de verdade não se ferem uns aos outros. Convivem fraternalmente em ninhadas, aliviando as chagas e respeitando a cor dos pelos de seus irmãos roedores. Cuidam, dessa forma, da preservação da espécie e do equilíbrio dos ecossistemas. 

Convém registrar que fogem do ninho, em debandada e no mais rápido "salve-se quem puder", quando em situação de risco (presença de algum habitual predador).

     Escondem-se na primeira toca onde se sintam melhor protegidos. Essa fuga se deve ao fato de, quem sabe, conhecerem as armas de que dispõem para enfrentar o inimigo.

     -  "Felizmente, comportam-se como eternos condenados à morte" - dizem os humanos, aliviados e, como esperado, improvisando suas armadilhas caseiras.

     É que, apesar da pequenice de seus corpos, ratos são portadores de pulgas transmissoras de bactérias (infecciosas para os seres humanos) capazes de provocar epidemias endêmicas letais em grandes áreas populacionais do planeta.

     Dentre esses males, destacam-se: o tifo, a leptospirose e a peste bubônica (só este mal dizimou 1/3 da população europeia nos séculos XIV e XV). 

     Contrariamente à prudência, precaução e à boa convivência desses mini roedores (quando em comunidade), há seres humanos que, eventualmente, recebem a alcunha de "rato", embora se trate de indivíduos tidos como maliciosos, os mais espertos, os mais invejosos, os oportunistas...  Estão sempre de olho nos ganhos e/ou no prestígio de que o outro desfrute. Fazem-se insolentemente de amigos - cilada para merecer confiabilidade...  São insinceros, pouco cordiais e nunca solidários. Bem que poderiam ser mais fraternos, tal como convivem os ratos de verdade.    Fecham os olhos para os inquietantes problemas sociais existentes no entorno de suas próprias comunidades.  Preocupam-se, apenas na aparência, com o equilíbrio dos ecossistemas e muito pouco com a preservação da sua própria espécie.  O que dizem em seus discursos é sempre o contrário do que realmente fazem.  Falam em paz, mas armam as populações, disseminam o ódio e incentivam as guerras.

     Feita essa reflexão, consideramos um contrassenso atribuir o cognome "rato" a um ser humano de mau caráter.  Estamos, assim, descaracterizando a raça e o modus vivendi dos pequenos irracionais roedores (Além do mais, comprovadamente, há apenas diminuta diferença de 3% entre os genomas dos ratos e os dos humanos)   A alcunha de rato bem que poderia ser referência elogiosa para um ser racional, todavia, paradoxalmente, a usam para identificar pessoas traiçoeiras e que agem com maldade na relação com os seus semelhantes. Portanto, comportamentalmente, obrigamo-nos a conviver com humanos probos ou com os canalhas (cognominados de ratos).

     Sejam humanos ou ratos, mantenhamos engatilhadas nossas ratoeiras. 

     Vamos suprir essa afirmação com o exemplo que se segue:

     - Alguns líderes governamentais do Centro-Oeste, Sul e Sudeste já ensaiam suas candidaturas a presidenciáveis da direita, nas eleições de 2026.  Em 18/08/2025, aninhados em São Paulo, prepararam as estratégias da campanha. 

      Para não correrem risco, pediram o apoio direto, não do "ratão" (aquele que se encontra, hoje, preso em armadilha caseira e em declive nas pesquisas de opinião pública), mas o de suas pulgas (que continuam sendo as mais destruidoras). Também não se falou em anistia.

     Somente o presidenciável dos "United States of São Paulo" defendeu a anistia - claro, por uma questão de gratidão - pois deve a sua vitória (cargo de governador) à coragem do "ratão", enquanto presidente da República, ao liberar grande monta do Orçamento Secreto para SP,  isto a menos de três meses (menos de 15 dias) do pleito que o elegeu (desrespeitou a lei e cometeu uma fraude eleitoral em detrimento do seu opositor).

     O filhote do "ratão", vereador no RJ, indignado com a posição do pai no escanteio, chamou a todos os presidenciáveis (da direita) de "ratos" e de "canalhas" (o que, no seu entendimento, é a mesma coisa).  

     Aí, para aliviar a gastrite do "ratão" e a episódica cefaleia de suas crias (uma dessas crias morando nos EUA, onde tenta pôr a economia do Brasil em declive), o rato branco, cor de leite, abraçado com o rato cor de café (este com um boné na cabeça, exibindo o slogan MAKE AMERICA GREAT AGAIN), junto com os demais ratos e ratinhos que governam os estados mais ao Sul, em uníssono, passaram, estrategicamente, a desgastar o PT (Partido dos Trabalhadores)  em seus discursos. Prometeram despejar todas as pulgas empestadas que se alimentam do sangue do "ratão" nos redutos do Partido dos Trabalhadores, a fim de eliminá-lo de uma vez por todas...  

     Esse ódio ao PT, canção de ninar o "ratão", tem duas vertentes:

1) - até 2016, as eleições eram financiadas pela iniciativa privada (o poder econômico); políticos de todos os partidos, em vésperas de eleições, viviam de pires  na mão, pedindo socorro financeiro aos grandes empresários a fim de se elegerem/reelegerem;  criou-se o Caixa 2;  o partido que fosse flagrado nessas transações, simplesmente mudava de sigla - e a festança continuava;

2) - extra investigação, escolheu-se o PT como a Geny, boa de cuspir;  embora todos os partidos tenham sido igualmente investigados por participação no mesmo toma-lá-dá-cá;

3) para não terem o nome manchado perante o eleitorado, a quase maioria (90%) dos partidos se escondeu sob uma nova sigla, mas o PT manteve-se, coerentemente, PT;

4) em suma: o ódio maior apregoado contra o PT nunca foi por causa da estrela ou do "P" (de Partido), mas, rancorosamente, por conta do "T" (de Trabalhadores); 

5) a Direita (cuja raiz é 1% da população do país) consegue arrebanhar para os seus cercadinhos todos os seguidores que assimilam e alimentam a aversão, o preconceito e o ódio ao TRABALHADOR, cujo partido abriga as classes mais humildes: do operário, do sem terra, do sem teto, do negro, do índio, do quilombola, do desempregado,na do pobretão, do analfabeto, do pedinte, do miserável, do indigente e de todos os "Pedro pedreiros" da canção de Chico.

     A aversão ao "T" do "PT", na verdade, é porque pobreza pega, da mesma forma perversa e endêmica do Tifo, da LepTospirose e da PesTe bubônica. 

     Já que as pulgas vivem no lombo dos "ratos", quanto mais o presidenciável petista estiver distanciado deles, claro, mais os seus humildes seguidores estarão livres da peste endêmica que vai aflorar nas eleições vindouras.  Se é que os presidenciáveis "ratos" não tenham roído, a essa altura, o sagrado e insubstituível "P" do PT.

"Todavia, enquanto houver democracia, PT, pobres e ratos sempre tereis entre vós". 

"Pulgas, não, a gente mata na unha!"

Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 08/10/2025
Alterado em 09/12/2025


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