Fernando A Freire

Amar a dois sobre todas as coisas

Textos

O PRESENTE DE SUPLICY PARA O MITO 

 

Transcrevo o teor da carta-dedicatória que Eduardo Suplicy escreveu para Jair Bolsonaro e a anexou ao livro “Utopia”, de Thomas More, como presente, e com a sugestão que ele o lesse no período de convalescência.

 

"Ao Presidente Jair Bolsonaro, desejo-lhe pronta recuperação e que possa aproveitar esse período em que precisa se restabelecer com a leitura desse importante livro de Thomas More, onde, na página 29 do Livro I, ele mostra a reflexão do viajante português Rafael Hitlodeu em que, ao comentar que a pena de morte não havia colaborado para diminuir a criminalidade violenta, afirma que muito melhor será garantir a sobrevivência das pessoas para que ninguém se sinta com a necessidade de primeiro roubar para daí ser transformado em cadáver.

Com base nas reflexões do personagem Rafael Hitlodeu, de Thomas More, seu amigo, Juan Luis Vives escreveu em 1526 “De Subventione Pauperum”, ao Prefeito da cidade de Bruges, onde, pela primeira vez, propõe uma renda mínima garantida a seus habitantes. Por essa razão, Thomas More é considerado um dos pensadores que melhor fundamentou a Renda Básica de Cidadania.

Muito melhor do que distribuir armas será assegurar a Renda Básica de Cidadania para todas as pessoas.

O abraço amigo, Eduardo Matarazzo Suplicy

São Paulo, 9 de julho de 2020".

Enviei o livro ontem, em envelope, por sedex, para o Presidente, no Palácio da Alvorada. O Correio informou que deve chegar até terça feira.

______________________________________________ 

Nota:

Um meu amigo, ontem (13/11), divulgou essa carta no facebook com a intenção de destacar a sensibilidade e empatia do emitente - Eduardo Suplicy - economista, professor universitário e que foi senador petista no período de 1991 a 2015.  É dele a Lei nº 10.835, sancionada em 08/01/2004, que institui como direito de todos os cidadãos brasileiros residentes no Brasil, assim como estrangeiros aqui residentes há cinco anos ou mais, independentemente de sua condição econômica, a Renda Básica de Cidadania.  Lei aprovada pelo Senado, cujo benefício monetário anual deverá ser alcançado em etapas e a critério do governo.  Um marco na legislação brasileira sobre distribuição de renda.

Sabedor da aversão que o ex-presidente tinha e tem a cidadãos petistas, e convicto de que ele não leu o excelente livro que lhe foi presenteado, registrei no rodapé da mensagem o que se segue:

Comentário:

"Um livro, sem figurinhas, dado para quem não sabe ler.  Se aprendeu, não soube compreender.  Se por ventura compreendeu, não soube aplicar.  Se acaso aplicou, fez a maior confusão, e agradeceu a Deus e ao doador soltando um baita palavrão.  Ah, esse velho tenente, malandra, que passou 15 anos para ser capitão, e que deixou a caserna por insubordinação, qualidade que lhe abriu as portas para a politicagem.  Por 28 anos, o pior de todos os deputados da República. Muitos eleitores iguais a ele, porque "Os iguais facilmente se juntam".  Elegeu-se presidente. Não se reelegeu por incompetência.  Tentou um golpe.  Não deu certo por absoluta incapacidade de administrar um grupo maior de indisciplinados.  Aí, pela Justiça que ele tanto havia desqualificado, foi julgado e condenado.  Agora, já que o palavrão é sua fonte de inspiração, como é para o bem do Brasil, vai pra Papuda que o pariu".

Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 15/11/2025
Alterado em 18/11/2025


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras