Fernando A Freire

Amar a dois sobre todas as coisas

Textos

UM ALERTA AOS QUE PEDEM A ANISTIA

Peço permissão a Paulo Coelho para adaptar uma de suas instigantes fábulas à irracionalidade política em que o Congresso se meteu ontem (30/04/2026), quando reduziu, drasticamente, as punições dos lesa-pátria que ousaram, mais uma vez na história do Brasil, ferir de morte a nossa cambaleante Democracia.

Segue a fábula:

“Um homem, depois de cruzar uma forte tempestade de neve, encontra uma cobra bastante ferida e quase morrendo de frio.

‘Me ajuda!’ - pede a cobra.

‘Não, você é perigosa’ - responde o homem.

‘Mas não vês que estou quase morta!’… ‘Que mal posso te causar?!’… - apelou a pobre cobrinha de um metro de extensão que jurava ser inofensiva.

Compadecido, quiçá convencido, o homem a recolhe e leva-a para casa, onde dá-lhe agasalho, comida e lhe aplica os medicamentos de emergência.

Durante algum tempo, homem e cobra convivem em plena harmonia.

Certo dia, contudo, ao acariciar a cabeça da cobra, já recuperada, ele recebe uma mordida fatal.

‘O que é isso?’ - diz o homem à beira da morte - ‘Salvei sua vida, dei-lhe carinho, comida, remédios… e agora você me envenena?!’…

E a serpente, soberbamente, responde:

‘Sim, mas você sabia que eu era uma cobra, né Mané!’ - Aí, sem agradecer a acolhida e sem nem se desculpar, seguiu tranquila seus caminhos tortuosos”.

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A história nos mostra também um fato concreto de traição na política nacional - .

Revolta de Aragarças - Goiás - 02 a 04/12/1959.

Teve como objetivo dar um golpe contra o governo do presidente Juscelino Kubitschek.

Militares, do Exército e da Aeronáutica, tentaram impor um novo regime ao país.

Golpe sufocado em poucos dias.

Restou, nas mãos de JK, a incumbência legal de punir os golpistas.

Juscelino, cordialmente, anistiou a todos, inclusive o general Castelo Branco, visando com isso a harmonia do país.

Em 01/04/1964, os militares que, na véspera, haviam derrubado o presidente João Goulart, impõem um regime ditatorial em todo o Brasil.

O general Castelo Branco foi escolhido “presidente” do regime autocrático.

Primeiro ato de Castelo Branco:

Caçou os direitos políticos de Juscelino Kubitschek, perseguindo-o e forçando-o a asilar-se noutro país. Uma cascavel venenosa, não?!...

Pouco tempo depois do retornar do exilo, JK morre em acidente automobilístico, via Dutra, perto de Resende (RJ).

Acidente até agora sem explicação. Por quê?

Uma semana antes do ocorrido, a notícia desse acidente já se espalhava em todo o país. Comenta-se que, antecipando-se ao ocorrido, um general telefonara para dona Sarah Kubitschek dando-lhe os pêsames.

Muito estranha essa mania de premonição, não?!…

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Deixo aqui o meu alerta, em especial para os presidenciáveis que estão garantindo anistiar a todos os que tentaram golpear nossa Democracia:

“NÃO ACARICIEM CABEÇAS DE COBRAS”.

Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 01/05/2026
Alterado em 08/05/2026


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