

EUA: NINHO DE TRAIDORES DA PÁTRIA Em 1956, nos Estados Unidos, o casal Rosenberg foi condenado à cadeira elétrica por traição à pátria. Não valeram os apelos do mundo inteiro para amenizar a pena, inclusive provindos do Vaticano, de onde o Papa Pio XII implorava humildemente em favor da vida. A condenação se deu sem provas suficientes dos atos denunciados, mas só o querer demonstrar a força da Justiça norte-americana contra aqueles que ousem boicotar a democracia já foi o bastante para a imediata aplicação da lei máxima de segurança daquela então respeitável potência mundial. Para as autoridades nacionais, valeu o exemplo dirigido aos incautos que porventura tentem repetir a “ação imprudente do casal condenado”… ….. Sete décadas já decorreram daquela demonstração de pujança jurídica, disciplinar e “democrática”. Mas, porém, todavia, contudo, entretanto, não obstante… …parece que os princípios ideológicos que norteiam os que ora exercem o poder, lesaram as leis norte-americanas no que tange à forma de julgar e punir os reconhecidos traidores da pátria, notadamente os estrangeiros que praticam crimes nos seus países de origem e lá se refugiam; até fazem morada, sem quaisquer exigências ou atropelos burocráticos. Pelo menos, é o que vemos acontecer, agora, em relação aos que traíram a Democracia brasileira. Traidores que agiram com terrorismo: incendiando ônibus urbanos que transportavam passageiros; invadindo, armados, a sede da Polícia Federal e, em pleno Natal, armando e posicionando, estrategicamente, uma bomba de uso nas pedreiras, de efeito letal, entre os dois tanques de um caminhão que transportava querosene de aviação. Referido veículo se encontrava estacionado próximo ao campo de pouso do aeroporto internacional de Brasília. Por ser maior a demanda de passageiros em época natalina, estima-se em, no mínimo, 300 o número de mortos, e igual número de feridos, caso o motorista, precavido, não a tivesse localizado em verificação de praxe, feita um pouco antes da partida. Constatou-se que a referida bomba fora armada sob barracas instaladas na calçada do Quartel-general do Exército Brasileiro, no Distrito Federal. As cenas de terrorismo culminaram com a tentativa de Golpe de Estado, em 08/01/2023, que teve como ato contínuo a invasão e quebra-quebra de móveis, utensílios, objetos históricos e criações artísticas, simultaneamente, das casas representativas do Executivo, Legislativo e Judiciário, na capital do país. Quem esteve presente nesse ato estava ciente das cenas de terrorismo aqui citadas, acontecidas no final de 2022 - Capital Federal. Velhinhas de bíblia na mão - se é que isso aconteceu - era um trote para driblar Jesus Cristo e a segurança pública. . . . . . No pós ditadura (1985), o Brasil, uma vez redemocratizado, elaborou e promulgou sua atual Constituição Federal, destacando leis severas que visam prevenir e brecar, em tempo hábil, a implantação de outro regime autoritário no país, principalmente do tipo ditatorial-militar que amargamos de 1964 a 1985. . . . . . Muitos dos enquadrados como golpistas, inclusive militares, foram julgados e cumprem penas legais severas, nos quartéis, em domicílio ou nos presídios. Ocorre que, alguns deles, mesmo julgados e condenados, conseguiram fugir pelas fronteiras e, hoje, se encontram em plena liberdade nos Estados Unidos. buscando influir até nas decisões governamentais daquele país. É estranho esse contrassenso: os punidos por trair a Democracia brasileira, já com trânsito em julgado, fogem, pedem asilo noutra nação democrática, conseguem, e ainda instigam o governo daquele país que os abrigou (EUA) a tomar medidas restritivas que contribuam para o enfraquecimento total daquela outra nação democrática que os julgou. Retaliação. Vingança privada e ideológica, ao que Chico Pereira, escritor paraibano, retruca com maestria: “Vingança, não!”… E, tem mais: os condenados foragidos alegam ser perseguidos políticos - e como tal ainda são tratados -, quando, na realidade, cometeram um ato antidemocrático semelhante à absurda invasão do Capitólio, nos Estados Unidos. Quis-se, aqui no Brasil, a reimplantação de um regime autoritário que, deploravelmente, recebeu amplo apoio daquele país nos 21 anos de sua amarga vigência. Só posso alertar, lembrando Cícero, que “Os iguais facilmente se juntam”. Os condenados segundo nossas leis foram em busca de apoio dos que, combinados com o atual presidente daquele país, descondenaram os terroristas que invadiram e cometeram homicídios no âmbito de sua Casa Legislativa. A única justificativa que posso citar para esse indesculpável perdão é que os Estados Unidos, desde sua independência, nunca estiveram sob a égide de um regime ditatorial. “Quem ampara traidores precisa saber que, ao se misturarem com eles, uma nova traição está por vir, e é inevitável”. Lembrando Pablo Neruda: “Você é livre para fazer as suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”. “Quem tenta amansar cobras sabe que elas são peçonhentas”. Como teriam reagido os Estados Unidos se, em 1956, o casal Rosenberg tivesse se asilado no Brasil?… Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 03/07/2026
Alterado em 25/07/2026 Comentários
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