

CASA BRANCA E SENZALAs“O domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado” - (Donald Trump, em vídeo divulgado no dia 11/agosto/2026). “Não permitiremos um novo Japão ao sul do Equador” (Henry Kissinger, Secretário de Estado dos EUA nos governos de Richard Nixon e Gerald Ford, 1969/1977, ao perceber que o Japão se tornava uma potência econômica asiática e mundial). Trump fundamenta-se na célebre frase de James Monroe proferida no Congresso norte-americano, em 1823, que, segundo ele, reforça a estratégia da Segurança Nacional: “América para os americanos”. Por coincidência, a estratégia de Segurança Nacional vem sendo recomendada, há algum tempo, pelos republicanos norte-americanos (na América Latina representados pela direita e extrema-direita) nas campanhas eleitorais de todos os países situados abaixo da linha do Equador. Os eleitores se convencem de que os Estados Unidos, pela força, mesmo invadindo os seus países, trarão a solução imediata e esperada para o problema. A verdadeira intenção da Doutrina Monroe: Nos séculos XVI a XIX, a grande parte dos países europeus colonizou os países dos continentes africano e americano: Hemisfério Norte (colonizadores ingleses e espanhóis) e Hemisfério Sul (colonizadores portugueses, franceses, holandeses e espanhóis). O fim das invasões colonizadoras nos continentes americanos foi alcançado graças à intervenção de James Monroe, em 1823, que estabeleceu a Doutrina Monroe para dificultar e estancar a ação dos invasores. Na sua origem, a Doutrina Monroe trouxe medidas protetoras para todos os países vizinhos do Hemisfério Ocidental. Lendo-a com prudência (e inteligência, claro!), o leitor de bom senso não encontrará uma linha sequer que contenha a expressão ou intenção de “domínio”. Veja excerto do discurso de James Monroe, no Congresso dos EUA, ao apresentar a Doutrina Monroe: “Os continentes americanos, pela condição livre e independente que assumiram e mantêm, não devem, daqui em diante, ser considerados como objetos de futura colonização por quaisquer potências europeias”. O senhor Donald Trump, com a sua miopia, febre ou gulodice pelo TER, ao usar a Doutrina Monroe como justificativa para intervenções dos Estados Unidos na América Latina, está rasgando pouco a pouco um documento secular dentre os mais relevantes para a história dos americanos, quiçá da humanidade. Cada indivíduo escolhe a imagem que quer deixar para as gerações vindouras. _____________________________________________ Leia nosso texto: “Henry Kissinger: malditos brasileiros” (8687045) Grato! _____________________________________________ Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 12/08/2026
Alterado em 17/08/2026 Comentários
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